Ação Direta! Simples assim.

4 05 2016

Lançamos, no último dia 30 de abril (sábado), na Marcha Antifascista do Recife, a primeira edição do nosso informativo, Ação Direta.

Disponibilizamos aqui o  Ação Direta 1 em versão digital. O nome, bem…Um princípio gerador da luta anarquista, uma palavra de ordem, uma sugestão sempre válida e, na atual conjuntura, indispensável, urgente.  – Ah, mas é batido, repetitivo… podem dizer. Nós reforçaríamos: É universal!

Basta uma rápida pesquisa em qualquer ferramenta de busca da internet, que inúmeros jornais, informativos e revistas anarquistas de mesmo nome irão surgir na sua tela. Pois se é o princípio da coletividade que rege a ação na luta, nasce mais um veículo de agitação e propaganda anarquista, para se juntar aos tantos outros de ontem e de hoje.

Boa leitura!

AD

História…

No Brasil, conforme aponta o Núcleo de Pesquisa Marques da Costa, o mais conhecido e difundido jornal de nome Ação Direta, circulou durante 13 anos, foi editado de “1946 a 1959, tornando-se um centro aglutinador do anarquismo e de anarquistas no período”. Sua distribuição teve maior abrangência, segundo a mesma fonte, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Dentre seus militantes estavam os anarquistas Juan Peres, José Oiticica, Roberto das Neves, Ideal Peres.

Segundo Milton Lopes e Rafael Viana, o referido jornal já repetia o nome utilizado anteriormente em outro periódico editado por José Oiticica de 1928  a 1929.

O que é da nossa história, nos pertence!

Ação Direta Hoje!

Ação Direta Sempre!

 

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Marcha Antifascista 2016

22 04 2016

Convocada para o dia 30 de abril (sábado), a Marcha Antifascista 2016 está confirmada em 20 cidades de quinze estados brasileiros.

“A luta contra o fascismo é a luta pela liberdade!

Contra o racismo, o sexismo, o capital e toda Autoridade!

Alerta! Alerta Antifascista!”

mapa 3

A Marcha Antifascista é um esforço coordenado a partir de diversos coletivos e indivíduxs de esquerda, e vem sendo gestada ao longo dos dois últimos anos. Porém, em algumas cidades será realizada pela primeira vez este ano, como no caso de Recife/PE.

É um ato pela vida e pela liberdade, que ganha mais fôlego e urgência diante do atual cenário da política institucional brasileira e internacional, no qual posições de extrema direita tem ganhado força em diversas proporções, desde a ascensão de partidos políticos nazifascistas na Europa, passando pela bancada evangélica, machista e racista do congresso nacional. Atmosfera que tem sido propícia ao aparecimento ou ressurgimento de facções reacionárias.

Contribuir para barrar este avanço é o objetivo da Marcha Antifascista hoje e sempre. Daí que uma das palavras de ordem seja: SOMAR PARA O FASCISMO SUMIR!!

A marcha é um espaço para todas as pessoas e coletivxs dispostxs a somar esforços nesta luta cotidiana e, além do Antifascismo, possui duas premissas importantes, a de que “A Marcha Antifascista não é palanque” e que  “A Marcha Antifascista é suprapartidária“.

Reproduzimos abaixo a convocatória oficial do ato.

Recife - EP

ALERTA!

Uma onda de intolerância vem ganhando força nos últimos anos. A disputa política de partidos pelo poder reflete o que existe de pior em extremos da sociedade: o fascismo.

O povo pobre está sendo atacado, os trabalhadores e trabalhadoras, os estudantes, as mulheres, os lutadores e lutadoras do nosso dia-a-dia em todas as esferas. Movimentos sociais estão sofrendo ataques, sedes sindicais, organizações populares, centros estudantis.
Isso é o traço claro do fascismo. A meta é destruir a mobilização popular e promover a intolerância. Foi assim no passado aqui no Brasil e em todo o mundo.

Os ataques não estão restritos no âmbito político, com leis conservadoras e que prejudicam as liberdades. Esses ataques se propagam nas ruas, diariamente, violentamente. E eles têm aval do Estado conservador, através de um sistema que só julga e criminaliza o nosso povo.
Propagam ódio contra imigrantes, contra homossexuais, contra os negros, contra nordestinos, contra movimentos de esquerda com ou sem partido político.

Qual a importância de uma mobilização antifascista?

Estamos à beira de um caos em todas as esferas. A onda reacionária toma conta da opinião pública através de uma mídia irresponsável e intolerante, propagando e banalizando posicionamentos que atacam as liberdades e se refletem na política e nas ruas.

Precisamos organizar e mobilizar as bases populares. Formar uma unidade da luta antifascista para barrar a onda intolerante e violenta. Precisamos unir todos e todas que já estão se articulando diariamente e somar com quem ainda não entendeu a importância de identificar o mal que é o fascismo.
O lema é: “somar para o fascismo sumir”.

Só com uma mobilização em unidade poderemos organizar frentes populares e que visam a conquista de um mundo melhor. O momento requer uma frente única antifascista que demonstre força e organização.
Assim como os antifascistas se uniram no passado para derrotar o integralismo (fascismo disfarçado), chegou o momento de voltarmos pras ruas em peso. Nossa luta não tem fronteiras.

Não queremos promover a violência, mas sim marcar a nossa posição firme contra qualquer ataque às liberdades. Organize na sua cidade, mobilize seus amigos e familiares. Promova a articulação diretamente das bases populares, como sempre foi. Uma mobilização em massa será importante para criar uma força popular organizada e preparada para resistir aos ataques que estão por vir em todas as esferas.

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Lista dos Eventos: Localize sua cidade ou estado

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SÃO PAULO – SP
https://www.facebook.com/events/1010129882413085/

GUARULHOS – SP
https://www.facebook.com/events/614782358676057/

ITAPETININGA – SP
https://www.facebook.com/events/275359379462031/

CAMPINAS – SP
https://www.facebook.com/events/747875335347715/

PORTO ALEGRE – RS
https://www.facebook.com/events/1694917530765363/

JUAZEIRO – BA
https://www.facebook.com/events/450744705120900/

FLORIANÓPOLIS – SC
https://www.facebook.com/events/1040503036022340/

BRASÍLIA – DF
https://www.facebook.com/events/106107796454099/

RECIFE – PE
https://www.facebook.com/events/200531813649811/

BELEM DO PARÁ – PA
https://www.facebook.com/events/953438244774725/

FORTALEZA – CE
https://www.facebook.com/events/1691618841087363/

MACEIÓ – AL
https://www.facebook.com/events/494835360716783/

SALVADOR – BA
https://www.facebook.com/events/1720387341509096/

NATAL – RN
https://www.facebook.com/events/682255158582788/

CURITIBA – PR
https://www.facebook.com/events/192534994464700/

RIO DE JANEIRO – RJ
https://www.facebook.com/events/745269638906324/

GOIÂNIA – GO
https://www.facebook.com/events/1686674144919802

BELO HORIZONTE – MG
https://www.facebook.com/events/1051394844897180/

LONDRINA – PR
https://www.facebook.com/events/220895148275084/

Se sua cidade não está na lista, então se organize com seus amigos e crie a marcha em sua cidade!

A marcha é organizada de maneira horizontal e popular, apenas auxiliamos na divulgação e criação de panfletos para que possam imprimir e distribuir

►MUDE SUA FOTO DE PERFIL: http://twibbon.com/Support/marcha-antifascista

Marcha Antifascista – 2016

fonte: Ação Popular





Educação de Anarquistas: ontem e hoje!

6 04 2016

Este é o tema da 1ª Jornada de Educação Libertária, que acontecerá entre os dias 17 e 20 de Maio , em Pelotas/RS.

O Difusão Libertária saúda às companheiras e companheiros do Grupo de Estudos em Educação Libertária, de Pelotas/RS e demais pessoas envolvidas na organização e realização deste evento.

No texto a seguir, a organização do evento discute e provoca sobre do tema central, além de convidar a participar do evento.

Inscrições e maiores informações no site do evento: http://jeduliber.wix.com/educacaoanarquista

Boa leitura!

Jornada de Educação Anarquista

Quando nos referimos a Educação Libertária, imediatamente nos remetemos à uma filosofia política que a fundamenta que é o Anarquismo. O adjetivo Libertário foi dado pelos anarquista à Educação que eles se propuseram a realizar.

            Para pensar/analisar o que foi e o que é a Educação Libertária é fundamental ter em conta o seu caráter plural e diversificado de ideias e práticas que se unificam em alguns princípios gerais como a Autogestão, o anti-autoritarismo, a ação direta e o apoio mútuo. A partir desses pressupostos éticos, encontraremos um conjunto de múltiplas experimentações que foram realizadas no passado e que são realizadas no presente pelos anarquistas.

            Mas como  seria possível um anarquista, com toda a carga negativa que este conceito teve e ainda tem, ser um educador? Se a anarquia foi e continua sendo para muitos, sinônimo de caos, baderna e rebeldia, o que uma educação feita por anarquistas ensinaria? Essas perguntas acompanharam e acompanham a Educação Libertária e anarquista até hoje. Assim como a pergunta existiu uma Educação Anarquista? Como foi? Existe hoje uma educação narquista? Como é? E a resposta mais coerente que podemos encontrar talvez seja a de que a educação dos anarquistas teve, em toda sua bela história (ainda pouco conhecida na academia) por objetivo exatamente formar indivíduos libertários, rebeldes, ou seja, espíritos livres capazes de se rebelar contra tudo que ameace sua liberdade. Motivo pelo qual, em uma sociedade da ordem como a que predomina na contemporaneidade, esse tipo de educação necessariamente torna-se perigosa e, portanto, inaceitável. Principalmente para todos aqueles que objetivam com a educação exatamente o contrário do que buscam os anarquistas, ou seja, a formatação de indivíduos disciplinados, obedientes às leis, passivos e tementes a todo e qualquer tipo de autoridade. Adestrados para integração ao moedor humano que se chama civilização industrial.

            O fato é que, se a palavra grega ἀναρχος, anarkhos, significa “sem governantes”, ela  tornou-se, sinônimo de caos, baderna, desordem e rebeldia. Todavia, coetâneas a essa interpretação encontraremos, ao longo da história, ideias e comportamentos que afirmaram o seu sentido positivo, antagônicos a esse determinismo, fruto do pensamento e da ação de indivíduos que não aceitavam nenhum tipo de autoridade que não fosse a sua própria.

            Portanto, a Anarquia como ideia e o Anarquismo como prática, bem mais do que elementos de uma filosofia política, ou doutrina ideológica, consistem de um ethos, um comportamento, uma forma de vida, ou  como diz Tomás Ibañez um movimento e, portanto, um vir a ser, um devir, algo em permanente transformação. Por isso, para se referir ao anarquismo/anarquia seja necessário sempre falar no plural. Ou redefini-lo sempre, dado que, como afirmou Émile Armand, o anarquismo nada mais é do que um procedimento para se chegar ao mais além…

            Mas o que significaria esse mais além na ética/procedimento anarquista? Mais além do quê? Talvez do mundo em que se vive. Mais além do homem que se é; de como se vive no mundo. Poderíamos, portanto, encontrar nesse ethos libertário anarquista o espírito livre e o Único de Stirner?  Ou o super-homem extemporâneo de que nos falava Nietzsche? Talvez algo mais simples, mas não menos significativo, que se aproxima mais da definição de Émile Armand de que o primeiro anarquista foi aquele que deliberadamente reagiu contra a opressão de um ou de alguma coletividade.

            Dessa forma, ao olharmos para nossa sociedade moderna, fundamentada no autoritarismo e na  opressão  de uns sobre os outros,  podemos dizer que é possível reconhecer alguns destes tipos humanos, os anarquistas, seja no passado ou no presente, que reagiram e reagem a essa lógica e que também como portadores de uma Ideia, encontraram na educação uma importante ferramenta para a reprodução de seu ideal de vida e de ser humano.

            Inconformados, espíritos livres, revoltados, revolucionárias, visionários, utópicas e rebeldes, enfim, libertários. Assim foram denominados esses tipos humanos desde a antiguidade, tais como Sócrates, Diógenes, Epicuro, passando pela Renascença com Rabelais, Erasmo de Roterdã, Montagne, chegando no Século das Luzes com Willian Goodwin, posteriormente Stirner e encontrando finalmente, na segunda metade do Século XIX, um tipógrafo rebelde francês de nome Pierre-Joseph Proudhon que tornou-se o primeiro à autodenominar-se anarquista. Proudhon, como um dos pais do pensamento anarquista moderno, positivou um conceito historicamente negativo efundou uma Filosofia Política. Deu um sentido novo a um ethos libertário, caracterização  corroborada por Sebastien Faure quando definiu como anarquista todo aquele que nega a autoridade e luta contra ela. A partir daí novos rebeldes reivindicaram para si não só o título de anarquista, mas a prática de um comportamento antiautoritário, baseado no livre agir e pensar.

            Podemos encontrar as origens de uma proposta de Educação Libertária a partir da crítica de Willian Godwin à nascente proposta de educação obrigatória estatal do iluminismo. Posteriormente  Proudhon e Bakunin  elaboram os conceitos de Educação politécnica e Instrução Integral, respectivamente.  Proposições que serão implementadas no final do século XIX e inicio do XX,  por Paul Robin, o primeiro pedagogo anarquista; pela experiência da Educação Libertária camponesa de Tólstoi,  a  Colmeia de Sebastién Faure e a Escola Moderna de Francisco Ferrer, que se tornaria o paradigma da Educação Anarquista em várias partes do mundo.

            Essas ideias de Educação Libertária chegarão ao Brasil trazidas por muitos anarquista que compunham a massa de operários imigrantes europeus que chegam ao país como mão de obra da nascente industrialização capitalista. Sem escolas para seus filhos e para si próprios,  os anarquistas, a partir de seus sindicatos organizam os Ateneus e Escolas Modernas como ação direta e autogestionária no campo da Educação. Constroem assim as primeiras experiências de Educação Popular nas duas primeiras décadas do Século XX. Um feito pioneiro que permanece ainda desconhecido pela historiografia oficial sobre educação.

            De norte a sul do país operários, sindicalistas, escritores, jornalistas, poetas, homens e mulheres se convertiam em educadores libertários anônimos e desconhecidos ainda hoje. Fundadores de Escolas Modernas como João Penteado em São Paulo; educadoras como Maria Lacerda de Moura e as libertárias gaúchas como Malvina Tavares, natural de Encruzilhada do Sul, professora, poetisa e anarquista, pioneira do método de educação de Francisco Ferrer, foi educadora de uma geração de libertários gaúchos atuantes no nascente sindicalismo gaúcho; as Irmãs Martins, professoras da escola Moderna ; Zenon de Almeida, sapateiro, intelectual, jornalista e teatŕologo, que atuou em Pelotas com Victor Russomano entre os anos de 1914 a 1919,  fundando jornais operários, Grupos de Teatro ,Ateneus e Escolas Livres;  Djalma Fetterman, operário, poliglota e filósofo autodidata foi o  fundador da Escola anarquista Élise Reclus em 1906(a primeira escola anarquista do país) e a  Moderna de Porto Alegre em 1917 . Lemabramos ainda Leopoldo Bettiol, Florentino de Carvalho, entre muitos outros.

            Todavia, passados quase cem anos dessas experiências educacionais libertárias e o seu   desaparecimento após um processos de repressão brutal aos anarquistas em todo o século XX e posterior predomínio do controle da educação pelo Estado, presenciamos nestas primeiras décadas do século XXI o ressurgimento de ações culturais-educacionais realizadas por grupos e coletivos libertários expressos em novas práticas para além das instituições estatais de ensino. Que experiências são essas? Qual a relação que mantém com os pressupostos da educação libertária do passado? Onde se encontam? Quem são os anarquistas que as realizam?

           É sobre a ação Educacional dos Anarquista no passado e no presente que o GRUPO DE PESQUISA EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA & ANARQUISTA – GPEL&A da UFPel, realiza nos dias 17, 18, 19, 20 a 1 Jornada de Educação Libertária de Pelotas.

             Esta atividade é  realizada no âmbito da Pesquisa Memória, teorias e práticas de Educação Libertária no Rio Grande do Sul, da Universidade Federal de Pelotas.

            Tem por objetivo resgatar essa memória perdida ou esquecida da educação realizado por anarquistas, pioneiros da Educação Popular bem como conhecer as experiências e processos realizados hoje pelos anarquistas em seus espaços autogestionários como as Okupa, as bibliotecas Libertária, comunidades de aprendizagem que retomam esse ethos libertário no processo de construção de saberes chamado Educação.

          Convidamos a todXs a participar dessa Jornada de troca de saberes sobre a Educação Libertária de ontem e de hoje.





CONVOCATÓRIA} I CONGRESSO INTERNACIONAL DE PESQUISADORES SOBRE ANARQUISMO

6 04 2016
Entre os dias 26 e  28 de outubro de 2016, será realizado o I Congresso Internacional de Pesquisadores sobre Anarquismo, na Argentina.
Abaixo, segue convocatória oficial da organização do evento.
congressoBuenos Aires
Convocatória
 
 
Embora dentro do arco das esquerdas o anarquismo tenha despertado sempre um constante interesse, recentemente nas últimas décadas a pesquisa acadêmica sobre o tópico tem tido um crescimento visível na diversidade das suas aproximações temáticas e metodológicas. Ao mesmo tempo, a recente organização das bibliotecas e os arquivos militantes gerou uma nova disponibilidade de fontes documentais estendida globalmente pelos meios digitais. Além disso, na mesma direção e nos diferentes países do mundo, a aparição das renovadas coleções editoriais libertarias tem dado lugar a uma importante circulação de textos, que buscou promover não só uma releitura histórica do seu itinerário ideológico, mas também um reinstalar-se nos debates e nas lutas contemporâneas.
O comitê organizador do I Congresso tem vivenciado de perto este processo, tanto na pesquisa quanto no ativismo, a edição, o arquivo e a docência. Grande parte dos seus integrantes levou adiante os cinco Encontros de Pesquisadores sobre Anarquismo, com seus programas é possível ilustrar este crescimento: em 2007, nós éramos apenas um punhado ao redor duma mesa até que, no ano 2015, aquelas mesmas jornadas transbordaram a sala do CeDInCi com dezenas de dissertações de várias cidades e países.

Esperamos que um primeiro congresso de caráter internacional nos ofereça a possibilidade de alcançar um maior contato entre os pesquisadores e, ao mesmo tempo, permita-nos manter as praticas de leitura mútua e discussão coletiva que caracterizaram as anteriores edições de nossos encontros.

Com essa finalidade, convida-se aos pesquisadores, professores e estudantes a participar do I Congresso Internacional de Pesquisadores sobre Anarquismo organizado em conjunto pelo Centro de Documentación e Investigación de la Cultura de Izquierdas (CeDInCI-UNSAM) e o Instituto de Altos Estudios (IDAES-UNSAM) em Buenos Aires, nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016.
Comitê Acadêmico

Dora Barrancos (Argentina, CONICET), Joel Delhom (Université deBretagne-Sud), Sergio Grez Toso (Chile, Universidad de Chile), Clara Lida (México, Colegio de México), Rodolfo Porrini (Uruguay, FHuCE/Universidad de la República), Agustina Prieto (Argentina, Universidad Nacional de Rosario), Margareth Rago (Brasil, Universida de Estadual de Campinas), Daniel Vidal (Uruguay, FHuCE/Universidad de la República), Juan Suriano (Argentina, IDAES/UNSAM), Horacio Tarcus (Argentina, CeDInCI/UNSAM, CONICET).
Comitê Organizador

Martín Albornoz; Luciana Anapios; Fernanda de la Rosa; Lucía di Salvo; Lucas Domínguez Rubio; Laura Fernadez Cordero; Fermanda Losso; Ivanna Margarucci; María Miguelañez Martínez; Armando Minguzzi; Pascual Muñoz; Adriana Palomera; Huascar Rodríguez García, Sebastián Stavisky.
Cronograma

Envio de resumos: até 15 de maio de 2016.
Envio de relatórios: até 17 de julho de 2016.
Os resultados da avaliação e a cofirmação das dissertações a fazerem parte da programação do Congresso serão informadas a partir do dia 15 de agosto de 2016.
Contato
http://congresoanarquismo.cedinci.org/
programainvestigaciónanarquismo@cedinci.org
https://www.facebook.com/ICongresoAnarquismo




Bom, Bonito, Barato & Libertário!

26 11 2011

Está nas mãos o calendário 2012 do Difusão Libertária. Formato A3, colorido, papel 250g. Custa R$2,00 + frete. Quem for de Recife ou Região Metropolitana pode pegar em mãos.
Para os dois casos, basta mandar um e-mail para:difusaolibertaria@gmail.com e pedir os seus!!





UMA CASA OKUPADA É UMA CASA ENCANTADA

18 09 2010

Se morar e um direito ocupar e um dever!
Desde quarta-feira (07.09.10) aproximadamente 150 famílias (450 pessoas) filiadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupam os sete andares do edifício onde funcionava o Cinema Trianon, localizado na esquina da Avenida Guararapes com a Rua do Sol, no centro do Recife, em frente ao edifício dos Correios. De acordo com o Reverendo Marcos Cosmo, coordenador nacional do MTST, o prédio está abandonado há mais de 10 anos. Agora o Movimento se ocupa em garantir o funcionamento do prédio – água e eletricidade – e os bens básicos para a manutenção das famílias. Dentre as necessidades mais urgentes citadas estão: Colchões, lençóis e comida. Além de uma bomba que seja capaz de puxar água de um poço existente.

“Temos uma série de ações que vão acontecer provavelmente ainda este mês e que fazem parte das atividades em comemoração aos 10 anos do MTST”

Reverendo Marcos Cosmo,
Coordenador do Movimento, na manhã de quarta (08.09).

Atualmente, presenciamos no Brasil o inicio de uma nova onda de ofensivas do capital imobiliário e da idéia de limpeza urbana, em boa parte motivada, pelas Olimpiadas e pela proxima Copa do Mundo. Em Recife, não poderia ser diferente: a política de “higienização” da cidade já começou. Foram, por exemplo, retirados pela DIRCON (Diretoria de Controle Urbano) da PCR, a menos de seis meses atrás, tanto os trabalhadores informais que se comercializavam no entorno do edifício Holiday (Boa Viagem), quanto aqueles que o faziam em frente ao Hospital da Restauração; afora isso temos a construção do Shopping Rio Mar e da Via Mangue, que “valorizarão” o entorno, expulsando o moradores das palafitas e destruindo o pouco de mangue que nos resta.

Se desejamos ir diretamente de encontro a essa onda, urge a necessidade de solidariedade entre todxs que lutamos pela construção de um mundo livre de injustiças. Que a demonstração de força e organizacao do MTST nos sirva de inspiração. Ou seremos todxs livres ou não será ninguém.

NEM CASA SEM GENTE, NEM GENTE SEM CASA!

Campanha de Solidariedade Sem-Teto
Contato: solidariedadetrianon@riseup.net





FEIRA DO LIVRO ANARQUISTA…

16 09 2010

Crônica da “1ª Feira do livro anarquista” de Compostela.

Graças à solidariedade e o apoio mútuo, que sempre recebemos, também com o silêncio dos meios de comunicação oficiais que sempre nos ignoram, teve lugar neste fim de semana, de 9 a 11 de setembro, a “1ª Feira do livro anarquista” de Compostela, com um ambiente muito agradável e com boa presença de público durante os três dias do evento. Assistiram companheiros e companheiras da AIT do Porto e de Lisboa, distribuidoras como Corsárias, a FIJA (Federação Ibérica de Juventudes Anarquistas), União Libertária do Ferrol, editora Estaleiro, Aldarull de Barna, a FAL (Fundação Anselmo Lorenzo), editora Praxe de Compostela e a CNT de Compostela, que organizou a Feira.

Na quinta-feira (9), com um numeroso público, o companheiro Eliseo Fernández apresentou “O atraso político de Galiza”, última livro de Félix Rodrigo Mora, editada pela União Libertária de Ferrol, que nos explicou o por quê da obra, que faz uma dura crítica às teses de Xosé Manuel Beiras desenvolvidas no seu livro e que tanta transcendência tiveram no pensamento político posterior, nomeadamente no nacionalismo e que precisam de uma profunda revisão, para recuperarmos uma nova olhada desde a perspectiva libertária.

Na sexta-feira (10), o companheiro Xavier Valle apresentou diante de mais de cinqüenta pessoas o livro comemorativo do centenário da CNT “Cien imágenes para un centenário”, editado pela FAL. Através de imagens o companheiro fez um percorrido pela história do anarco-sindicalismo mesmo antes da existência da CNT, com a chegada de Fanelli ao Estado espanhol e a criação da 1ª Internacional, depois passou a contar-nos as múltiplas vicissitudes pelas quais teve que atravessar a organização, a criação do “Solidaridad Obrera” em Barcelona, o Congresso de fundação da CNT, a organização dos Sindicatos únicos, a época da República, a Revolução social e a guerra civil, a repressão posterior, a guerrilha urbana e rural, o relançamento da CNT após a morte de Franco, os mitins de Monjüic e Sebastián de los Reyes, o caso Scala até chegarmos à atualidade.

No sábado (11), à tarde, pois a maior parte do público quis assistir à manifestação do setor florestal da CNT, Miguel, da editora de Barcelona Aldarull, também com a presença de numeroso público composto por mais de cinqüenta pessoas, fez a apresentação da obra coletiva “La Comuna de los Balcanes. Los levantamientos de Macedonia y Tracia de 1903”. O companheiro relatou o conteúdo da obra que trata os levantamentos anarquistas nesta região tão próxima, mas tão esquecida pelo Ocidente, em um momento tão convulsivo como no que se desenvolveu.

Mais adiante, A sociedade secreta La Felguera apresentou às 18 horas uma das suas últimas edições: “Motehrfuckers! De los veranos del amor al amor armado”, obra polêmica de caráter contra-cultural, onde se narra os acontecimentos vividos na década dos anos 60 e 70 nos Estados Unidos por parte dos Moterhrfuckers, organização libertária que criou grandes problemas à polícia estadunidense e que foi a origem de algumas outras organizações e contemporâneo de alguns grupos mais conhecidos por nós como os Black Panters.

Mais tarde, às 20 horas, realizou-se uma mesa redonda onde a FAL, Aldarull, La Felguera e Estaleiro, apresentados pelo companheiro Martim de Compostela, questionaram diversas atuações da edição e distribuição do mundo alternativo libertário, esta mesa redonda também foi seguida com muito interesse por parte do público que assistia à Feira, pois são problemas cotidianos aos quais nos enfrentamos e sem mais tempo do que podíamos dedicar a recolher, pudemos escutar o violino do companheiro Brais para dar o arremate à “1ª Feira do livro anarquista” em Compostela no seu Ano “santo” compostelano.

Mais infos e imagens: http://cntgaliza.org/

agencia de noticias anarquistas-ana