Ação Direta! Simples assim.

4 05 2016

Lançamos, no último dia 30 de abril (sábado), na Marcha Antifascista do Recife, a primeira edição do nosso informativo, Ação Direta.

Disponibilizamos aqui o  Ação Direta 1 em versão digital. O nome, bem…Um princípio gerador da luta anarquista, uma palavra de ordem, uma sugestão sempre válida e, na atual conjuntura, indispensável, urgente.  – Ah, mas é batido, repetitivo… podem dizer. Nós reforçaríamos: É universal!

Basta uma rápida pesquisa em qualquer ferramenta de busca da internet, que inúmeros jornais, informativos e revistas anarquistas de mesmo nome irão surgir na sua tela. Pois se é o princípio da coletividade que rege a ação na luta, nasce mais um veículo de agitação e propaganda anarquista, para se juntar aos tantos outros de ontem e de hoje.

Boa leitura!

AD

História…

No Brasil, conforme aponta o Núcleo de Pesquisa Marques da Costa, o mais conhecido e difundido jornal de nome Ação Direta, circulou durante 13 anos, foi editado de “1946 a 1959, tornando-se um centro aglutinador do anarquismo e de anarquistas no período”. Sua distribuição teve maior abrangência, segundo a mesma fonte, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Dentre seus militantes estavam os anarquistas Juan Peres, José Oiticica, Roberto das Neves, Ideal Peres.

Segundo Milton Lopes e Rafael Viana, o referido jornal já repetia o nome utilizado anteriormente em outro periódico editado por José Oiticica de 1928  a 1929.

O que é da nossa história, nos pertence!

Ação Direta Hoje!

Ação Direta Sempre!

 

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Marcha Antifascista 2016

22 04 2016

Convocada para o dia 30 de abril (sábado), a Marcha Antifascista 2016 está confirmada em 20 cidades de quinze estados brasileiros.

“A luta contra o fascismo é a luta pela liberdade!

Contra o racismo, o sexismo, o capital e toda Autoridade!

Alerta! Alerta Antifascista!”

mapa 3

A Marcha Antifascista é um esforço coordenado a partir de diversos coletivos e indivíduxs de esquerda, e vem sendo gestada ao longo dos dois últimos anos. Porém, em algumas cidades será realizada pela primeira vez este ano, como no caso de Recife/PE.

É um ato pela vida e pela liberdade, que ganha mais fôlego e urgência diante do atual cenário da política institucional brasileira e internacional, no qual posições de extrema direita tem ganhado força em diversas proporções, desde a ascensão de partidos políticos nazifascistas na Europa, passando pela bancada evangélica, machista e racista do congresso nacional. Atmosfera que tem sido propícia ao aparecimento ou ressurgimento de facções reacionárias.

Contribuir para barrar este avanço é o objetivo da Marcha Antifascista hoje e sempre. Daí que uma das palavras de ordem seja: SOMAR PARA O FASCISMO SUMIR!!

A marcha é um espaço para todas as pessoas e coletivxs dispostxs a somar esforços nesta luta cotidiana e, além do Antifascismo, possui duas premissas importantes, a de que “A Marcha Antifascista não é palanque” e que  “A Marcha Antifascista é suprapartidária“.

Reproduzimos abaixo a convocatória oficial do ato.

Recife - EP

ALERTA!

Uma onda de intolerância vem ganhando força nos últimos anos. A disputa política de partidos pelo poder reflete o que existe de pior em extremos da sociedade: o fascismo.

O povo pobre está sendo atacado, os trabalhadores e trabalhadoras, os estudantes, as mulheres, os lutadores e lutadoras do nosso dia-a-dia em todas as esferas. Movimentos sociais estão sofrendo ataques, sedes sindicais, organizações populares, centros estudantis.
Isso é o traço claro do fascismo. A meta é destruir a mobilização popular e promover a intolerância. Foi assim no passado aqui no Brasil e em todo o mundo.

Os ataques não estão restritos no âmbito político, com leis conservadoras e que prejudicam as liberdades. Esses ataques se propagam nas ruas, diariamente, violentamente. E eles têm aval do Estado conservador, através de um sistema que só julga e criminaliza o nosso povo.
Propagam ódio contra imigrantes, contra homossexuais, contra os negros, contra nordestinos, contra movimentos de esquerda com ou sem partido político.

Qual a importância de uma mobilização antifascista?

Estamos à beira de um caos em todas as esferas. A onda reacionária toma conta da opinião pública através de uma mídia irresponsável e intolerante, propagando e banalizando posicionamentos que atacam as liberdades e se refletem na política e nas ruas.

Precisamos organizar e mobilizar as bases populares. Formar uma unidade da luta antifascista para barrar a onda intolerante e violenta. Precisamos unir todos e todas que já estão se articulando diariamente e somar com quem ainda não entendeu a importância de identificar o mal que é o fascismo.
O lema é: “somar para o fascismo sumir”.

Só com uma mobilização em unidade poderemos organizar frentes populares e que visam a conquista de um mundo melhor. O momento requer uma frente única antifascista que demonstre força e organização.
Assim como os antifascistas se uniram no passado para derrotar o integralismo (fascismo disfarçado), chegou o momento de voltarmos pras ruas em peso. Nossa luta não tem fronteiras.

Não queremos promover a violência, mas sim marcar a nossa posição firme contra qualquer ataque às liberdades. Organize na sua cidade, mobilize seus amigos e familiares. Promova a articulação diretamente das bases populares, como sempre foi. Uma mobilização em massa será importante para criar uma força popular organizada e preparada para resistir aos ataques que estão por vir em todas as esferas.

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Lista dos Eventos: Localize sua cidade ou estado

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SÃO PAULO – SP
https://www.facebook.com/events/1010129882413085/

GUARULHOS – SP
https://www.facebook.com/events/614782358676057/

ITAPETININGA – SP
https://www.facebook.com/events/275359379462031/

CAMPINAS – SP
https://www.facebook.com/events/747875335347715/

PORTO ALEGRE – RS
https://www.facebook.com/events/1694917530765363/

JUAZEIRO – BA
https://www.facebook.com/events/450744705120900/

FLORIANÓPOLIS – SC
https://www.facebook.com/events/1040503036022340/

BRASÍLIA – DF
https://www.facebook.com/events/106107796454099/

RECIFE – PE
https://www.facebook.com/events/200531813649811/

BELEM DO PARÁ – PA
https://www.facebook.com/events/953438244774725/

FORTALEZA – CE
https://www.facebook.com/events/1691618841087363/

MACEIÓ – AL
https://www.facebook.com/events/494835360716783/

SALVADOR – BA
https://www.facebook.com/events/1720387341509096/

NATAL – RN
https://www.facebook.com/events/682255158582788/

CURITIBA – PR
https://www.facebook.com/events/192534994464700/

RIO DE JANEIRO – RJ
https://www.facebook.com/events/745269638906324/

GOIÂNIA – GO
https://www.facebook.com/events/1686674144919802

BELO HORIZONTE – MG
https://www.facebook.com/events/1051394844897180/

LONDRINA – PR
https://www.facebook.com/events/220895148275084/

Se sua cidade não está na lista, então se organize com seus amigos e crie a marcha em sua cidade!

A marcha é organizada de maneira horizontal e popular, apenas auxiliamos na divulgação e criação de panfletos para que possam imprimir e distribuir

►MUDE SUA FOTO DE PERFIL: http://twibbon.com/Support/marcha-antifascista

Marcha Antifascista – 2016

fonte: Ação Popular





Chomsky e as 10 estratégias de manipulação midiática

1 09 2010

Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

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